Os escapamentos, as queimadas e as brasas têm um fator em comum: todas liberam poluentes no ar. Esses, quando em contato com o organismo, podem causar sérios problemas de saúde.
Em épocas mais frias, o ar mais denso desce até a proximidade do solo, fazendo com que os poluentes fiquem retidos nas cidades. Nessa camada, podemos encontrar gases que são expelidos pelas chaminés das fábricas, pelos escapamentos dos veículos, e até mesmo das queimadas.
Nós, que vivemos nesse meio, respiramos tudo isso e ficamos sujeitos a danos oculares e gastrointestinais e a comprometer a saúde como um todo, já que os poluentes entram no corpo principalmente pelas vias aéreas.
Os alimentos que consumimos também não escapam da contaminação pelo ar. Em dias de temperatura baixa, os alimentos cozinhados a altas temperaturas e que são consumidos quentinhos (pães, churrasco, pizzas) tendem a pegar a poluição do ar.
A fuligem de combustões parciais (madeira, carvão, petróleo) são extremamente tóxicas e poluentes. Suas partículas ficam suspensas no ar e podem provocar, em contato com o organismo humano, mal-estar, irritação nos olhos, garganta e pele, dor de cabeça, tontura e náuseas, bronquite, asma, pneumonia e até mesmo, cânceres.
Doenças no sistema respiratório
As grandes concentrações de poluentes causam e agravam problemas de saúde e, dependendo da quantidade inalada, podem intoxicar. O mais prejudicado é o sistema respiratório.
Os poluentes inalados causam danos oxidativos nas células, acarretando a proliferação de células doentes e desordenadas, alterações genéticas e até mesmo, cânceres de pulmão e vias aéreas.
Os casos de doenças respiratórias por conta de poluentes no ar são comuns em motoristas, trabalhadores de construções civis e vendedores ambulantes. Estudos apontam que pessoas muito expostas a fuligem, após aproximadamente 30 anos, tem 20% de chance de desenvolver algum câncer em geral e 30% de câncer de pulmão.
A irritação nos olhos
As fuligens presentes no ar também fazem muito mal aos olhos. Além da irritação/incomodo, podem gerar lesões nas córneas (ceratites), conjuntivites químicas e outros edemas.
Até mesmo a produção de lágrimas é afetada. Elas, que agem como lubrificante natural da visão, tende a ficar comprometidas, de forma que os olhos ficam secos e favoráveis a novas infecções.
As partículas de queima ou resultantes de construções provocam sensação de areia nos olhos, dor, fotofobia e ardor. A principal orientação e mais segura é lavar imediatamente a região com soro fisiológico ou água corrente, e se, persistirem os sintomas, ir ao oftalmologista.
O perigo nos alimentos
Se o alimento tem crostas e fuligem de queimado, já oferece perigo. Há pessoas que achem gostoso o gosto de queimado, mas é comporto de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), acrilamida e furano. Essas substâncias são nocivas, e quanto mais queimado, escuro e forte maiores são as concentrações e podem levar a mutações e câncer.
Comer alimentos queimados de vez em quando não oferece grandes problemas, porém se ingeridos com frequência, sim.
Os riscos estão em todo lugar. Como se proteger?
Especialistas fizeram uma série de recomendações para amenizar e evitar inalações e maiores problemas pelos poluentes no ar. São elas:
- Limpar as áreas afetadas por fuligem com um pano úmido para evitar que sejam inaladas;
- Se manter hidratado, consumindo 2 a 3 litros de água por dia;
- Evitar proximidade em incêndios e queimadas;
- Manter os ambientes umidificados e fechados;
- Evitar sair em horários nos quais o ar está muito seco, comumente entre 12h e 16h;
- Evitar banhos quentes e produtos que tirem a umidade natural da pele;
- Usar soro fisiológico para hidratar e umidificar olhos e nariz constantemente;
- Em caso de urgência, buscar ajuda médica imediatamente.
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